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Imigrantes laureados com o Nobel indicam o caminho

Marie Curie (1867-1934), a cientista franco-polonesa que ganhou o Prêmio Nobel de física em 1903 e de química em 1911.
Desde 1969, quando foi incluído o prêmio em ciências econômicas, a maior parte dos Prêmios Nobel foram para instituições dos Estados Unidos. No entanto, com muita frequência, os cientistas por trás das pesquisas de ponta são expatriados originários de todas as partes do mundo. Segundo a Fundação do Prêmio Nobel.
Essa tendência também pode ser observada em outros países. Desde 1969, 15 dos 45 laureados que representam instituições do Reino Unido nasceram no exterior. O maior número de laureados estrangeiros pode ser encontrado na Suíça, com 8 laureados nascidos no exterior para 7 laureados nascidos na próprio país. Os países cujas instituições chegaram aos dez primeiros lugares sem a ajuda de cientistas imigrantes são o Japão, com 15 laureados locais, e a Suécia, com 8. 
A alta porcentagem de imigrantes e expatriados vencedores do Prêmio Nobel pode ser atribuída, principalmente, às instituições de pesquisa que atraem cientistas de todo o mundo. De acordo com o Relatório de Ciências da UNESCO de 2021, os países do G20 representam quase 89% da população mundial de pesquisadores (em equivalentes de tempo integral). 
As maiores participações são encontradas na União Europeia (23,5%), na China (21,1%) e nos EUA (16,2%). Em alguns casos, a população de pesquisadores cresceu mais rápido do que os gastos com pesquisa, o que resulta em dificuldades para o financiamento de projetos. Isso pode levar a uma fuga de cérebros.
Leia mais:
Refugee scientists: Quiet pioneers dedicated to discovery, The UNESCO Courier, Oct./Dec. 2017
 
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